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13, outubro de 2020

Democracia é retrato em preto e branco que passa por retrocessos

Democracia é retrato em preto e branco que passa por retrocessos

Como você acha que está a saúde da democracia brasileira: mais viva do que nunca ou respira por aparelhos?

Existe uma escalada autoritária nas instituições, com retrocessos e ataques à democracia.

Em meio ao agravamento da crise política do governo Jair Bolsonaro, o apoio do brasileiro à democracia cresceu, atingindo o maior índice da série história do Datafolha.

O instituto mostrou que 75% dos entrevistados consideram o regime democrático o mais adequado, enquanto 10% afirmam que a ditadura é aceitável em algumas ocasiões.

Ou seja, o povo quer, sim, a democracia. E nós vamos lutar por ela.

O Partido dos Trabalhadores (PT) sabe que o plano do governo Bolsonaro é destruir tudo por onde passa. A destruição e a mentira são as diretrizes do seu desgoverno.

Para confrontar essa situação, o PT criou o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil, apresentado dias atrás.

Vamos conhecer?

Destruição do governo Bolsonaro

Um governo erguido à base de fake news não pode ser estável, seguro ou equilibrado. Sua única sustentação é a mentira.

Uma das principais, desde que a pandemia começou no Brasil, é a mentira de que o auxílio emergencial foi criado por ele.

Essas mentiras foram internacionalmente replicadas, de forma leviana, em discurso de Bolsonaro na Organização das Nações Unidas (ONU).

Na ocasião, ele informou que haviam sido distribuídos, até então, US$ 1 mil para 65 milhões de pessoas.

Além disso, afirmou que o Brasil é um campeão no quesito meio ambiente e no enfrentamento à pandemia.

A agenda de Bolsonaro é a agenda de destruição de direitos básicos, previstos e resguardados em lei, que passaram a ser liquidados.

É um governo de destruição, e não de construção. É a agenda do ódio, e não da esperança.

Como você tem visto a questão dos direitos dos aposentados? Você percebe que há uma tentativa de destruição desses direitos?

A destruição dos direitos dos trabalhadores, dos empregos, dos salários dignos, da saúde pública, da educação, da segurança alimentar e, por fim, dos sonhos.

Mas Bolsonaro destrói tudo o que toca. O governo queima florestas e biomas inteiros, destruindo a vida em todas as suas formas.

Destrói, assim, um elo importantíssimo para o equilíbrio da natureza e, consequentemente, do senso de comunidade, do coletivo, enfim, da democracia.

Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil

Resultado de um grande esforço coletivo que envolveu mais de 500 pessoas de todos os matizes sociais, esse plano propõe medidas emergenciais e de médio e longo prazo para salvar vidas da epidemia, do desemprego, da fome, da pobreza, do racismo, da homofobia, da misoginia, da desigualdade e de tudo o mais que ameaça a qualidade de vida de brasileiras e brasileiros.

Você sabia… A Covid-19 trouxe crise para o Brasil ao agravar desigualdades sociais?

É um plano baseado na crença inquebrantável de que o Brasil pode ser muito melhor que este triste país encarcerado pela tragédia de Bolsonaro.

O plano é uma aposta de esperança e fé no Brasil. É um plano de construção de um país muito melhor para todas e todos. Pode-se até não gostar dele, pode-se dele discordar. Porém, é uma proposta positiva para a democracia do Brasil.

O PT defende que o que a democracia brasileira mais necessita hoje é de debates, debates qualificados sobre os rumos do Brasil. Debates de verdade, baseados em verdades e fatos.

Democracia requer debate

Nas eleições de 2018, não tivemos debate algum. Bolsonaro fugiu de todas as discussões e foi eleito com base num discurso de ódio e em escandalosas mentiras.

Na realidade, ninguém, ou quase ninguém, votou a favor da tragédia que atinge e ameaça o Brasil.

Afinal, ninguém votou a favor de queimar a Amazônia e o Pantanal. Ninguém votou a favor do desemprego, certo?

Com toda certeza, os aposentados não votaram a favor do fim das aposentadorias, e os trabalhadores não votaram a favor do fim dos direitos do trabalho.

Creio que ninguém votou contra a agricultura familiar e a favor do arroz a 40 reais. O eleitor do Brasil também não deve ter votado a favor de vender nosso petróleo e outras riquezas do país a preço de banana.

Fascistas fogem de debate, choque saudável de ideias e confronto de propostas. O intelecto é repudiado pelo fascismo, que tem medo de cultura e do povo.

Mas a democracia demanda debates. Sem debates, não há democracia real, apenas no discursos, sem que se viva isso.

Em uma tentativa de pulverizar a ideia de que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade, os nazistas apostavam na redução da linguagem e do pensamento, a fim de que fosse possível manipular mentes.

É o modelo digital goebbeliano, aplicado atualmente em “gabinetes de ódio” presentes nas redes digitais de todo o mundo. Nada democrático, vale destacar.

A democracia depende de diálogo, conversa, debate.

Porque a ausência de debates profundos e reais corrói, por dentro, a democracia.

A democracia brasileira depende de debates sobre os novos desafios que se acercam nestes tempos de pandemia e no período pós-pandêmico: sociais, econômicos e ambientais.

O período é nefasto e, por isso mesmo, oportuno. Nestes debates sobre nossa situação, precisamos colocar em pauta o Mais Bolsa Família, a fim de eliminar a pobreza extrema, reduzindo a nossa absurda desigualdade e levando alívio a diversas famílias brasileiras. Melhor do que muita proposta para a família que prometem por aí.

Também é urgente a discussão sobre medidas para salvar vidas nos próximos meses. A morte não deve ser banalizada.

Nestes tempos de crise, é o momento de debater políticas para geração de empregos, recuperando os salários e combatendo o desabastecimento de alimentos.

Não é inacreditável que, no segundo maior exportador de alimentos do mundo, a nossa população passa fome e morre por desassistência.

Além disso, os debates devem abranger questões econômicas – como a Reforma Tributária progressiva -, além de ambientais, tal qual o desmatamento zero e a transição ecológica, como forma de preservar o meio ambiente e o clima.

A inclusão digital e a indústria do futuro devem ser priorizadas nesta discussão.

E também: a defesa da democracia brasileira não pode mais ser adiada. É necessário abrir espaço para ouvir propostas, aprofundá-las e enraizá-las no convívio, de acordo com os interesses populares.

No Plano de Recuperação e Transformação do Brasil, será possível também recuperar a soberania nacional e autoestima.

O processo de conquista e manutenção de direitos passa pelo debate democrático que pode ser puxado pelo nosso plano. Importante lembrar: ninguém é obrigado a concordar, mas todos deveriam dialogar.

É importante sair da bolha e substituir o silêncio por vozes polifônicas e o ódio, por esperança em dias melhores.

No momento, nossa democracia apodrece: está se transformando em um retrato na parede. Um velho retrato em preto e branco, como diria Carlos Drummond de Andrade.

Cabe a nós resgatar a democracia que ainda há dentro de nós e dentro do que é possível agir neste contexto.

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