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18, dezembro de 2020

Educação no Brasil em números

Educação no Brasil em números

Muito se fala sobre a educação brasileira, mas… Você conhece a educação em números?

A ideia deste post é ilustrar alguns números da educação no Brasil. Iremos passear pelas distintas realidades que existem em cada região do país através de dados estatísticos.

O objetivo é dar destaque às diferentes demandas existentes, discutindo como podemos atendê-las para promover uma educação de melhor qualidade para todos os estudantes do Brasil.

A estatística fornece dados para que os órgãos administrativos possam definir suas metas, avaliar seus alunos, seu desempenho, verificar seus pontos a serem reformados e atuar com melhorias ao desenvolver o processo de ensino.

Além disso, servem como retrato da realidade educacional do país naquele momento, vislumbrando a criação de políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade da educação e dos serviços oferecidos à sociedade pela escola.

Analfabetismo no Brasil

O primeiro índice estatístico que vamos discutir é o analfabetismo. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) realizada em 2019, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi estimada em 6,6%.

Embora pareça inacreditável, isso significa que aproximadamente 11 milhões de brasileiros são analfabetos.

Ao dividirmos a estatística por regiões, o Nordeste surge à frente, com 13,9% da população sem instrução de leitura ou escrita.

Alarmante, este número faz contraste com aqueles encontrados na região Sul e Sudeste, cada uma com precisamente 3,3% de analfabetos. Na Região Norte essa taxa foi 7,6 % e no Centro-Oeste, 4,9%.

A taxa de analfabetismo para os homens de 15 anos ou mais de idade foi 6,9% e para as mulheres, 6,3%.

Para as pessoas pretas ou pardas (8,9%), a taxa de analfabetismo foi mais que o dobro da observada entre as pessoas brancas (3,6%), o que também revela a presença massiva do racismo estrutural nos alicerces da sociedade brasileira. É necessário que superemos este problema de forma eficiente.

Nível de Instrução dos Brasileiros Adultos

A conclusão do Ensino Médio (ensino básico obrigatório) até os 25 anos passou de 47,4%, em 2018, para 48,8%, em 2019, de acordo com a PNAD Contínua.

A faixa etária de 25 anos é escolhida por representar um grupo de adultos que já teriam, em situação de normalidade, concluído o ensino médio.

46,6% da população de 25 anos ou mais estava concentrada nos níveis de instrução até o Ensino Fundamental completo ou equivalente; 27,4% tinham o Ensino Médio completo ou equivalente; e 17,4%, o Superior completo.

21,4% dos jovens entre 18 e 24 anos frequentavam cursos da Educação Superior e 11% estavam atrasados, frequentando algum dos cursos da educação básica.

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Já 4,1% haviam completado o Ensino Superior e 63,5% não frequentavam escola e não concluíram o ensino médio obrigatório.

Ao dividirmos o país em regiões, vemos que, no Centro-Sul, o atraso escolar dos estudantes de 18 a 24 anos ficou entre 8,0% e 9,6% e o percentual de pessoas que haviam concluído o Ensino Superior variou de 4,8% a 5,7%.

Já no Norte e no Nordeste, esse atraso foi maior, em torno dos 15,0%, enquanto o percentual de não-estudantes com uma graduação completa não passou de 3,0%.

Abandono Escolar no Brasil

Das 50 milhões de pessoas de 14 a 29 anos do país, 20,2% não completaram alguma das etapas da educação básica, seja por terem abandonado a escola antes do término desta etapa, seja por nunca a terem frequentado. Havia, quando a pesquisa foi realizada, cerca de 10,1 milhões de jovens nesta situação, dentre os quais, 58,3% de homens e 41,7% de mulheres.

Considerando-se cor ou raça, 27,3% eram brancos e 71,7% pretos ou pardos. Além disso, deste total, 9,8 milhões já haviam frequentado escola anteriormente. 300 mil nunca frequentaram.

A necessidade de trabalhar e a falta de interesse ainda são os principais motivos para a evasão escolar no Brasil, com 39,1% e 29,2% dos entrevistados alegando estes motivos respectivamente. Entre homens, 50% disseram precisar trabalhar e 33% relataram não ter interesse.

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Para as mulheres, o principal motivo foi não ter interesse em estudar (24,1%), seguido de gravidez e trabalho (ambos com 23,8%). Além disso, 11,5% das mulheres elegeram realizar os afazeres domésticos como principal motivo de terem abandonado a escola.

A importância do trabalho estatístico é enorme na elaboração de políticas públicas, pois indica os caminhos para a melhoria da educação no Brasil.

Um direito garantido, a Educação deve ser um serviço de qualidade oferecido a todos os brasileiros, e o acesso a ela é fundamental para o desenvolvimento da cidadania e ampliação da democracia.

Os investimentos públicos em educação são de extrema importância para a redução da pobreza, criminalidade e ampliação do crescimento econômico, bem-estar e acesso aos direitos fundamentais pela população. É importante que estejamos sempre cientes destes valores para que haja sempre a defesa da educação pública.

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